Capítulo 146: Uma Tarde Só Deles

Capítulo 146: Uma Tarde Só Deles

O domingo foi pensado para ser simples.

Camila e Rafael fizeram o almoço e almoçaram juntos e, no início da tarde, os dois seguiram direto para o cinema, daqueles que ainda mantêm um ar aconchegante, quase íntimo. Camila usava um vestido amarelo curtinho e leve, confortável, que balançava suavemente a cada passo, e segurava a mão de Rafael como quem não precisava provar nada a ninguém.

Capítulo 146: Uma Tarde Só Deles

Escolheram um filme leve, daqueles que misturam romance e risadas. Sentados lado a lado, dividiram pipoca, comentários sussurrados, pequenos olhares cúmplices e carícias mais íntimas. Em alguns momentos, Camila apoiava a cabeça no ombro de Rafael; em outros, era ele quem se inclinava em direção a ela, como se aquele gesto fosse a coisa mais natural do mundo.

Não era só o filme que a fazia sorrir. Era a tranquilidade de estar ali, vivendo algo comum — e, justamente por isso, tão precioso.

Quando saíram do cinema, o céu já começava a escurecer. Decidiram voltar para a kitnet de Camila, sem pressa, caminhando devagar, conversando sobre o filme, sobre a semana que viria, sobre coisas pequenas que, juntas, preenchiam o dia.

Na kitnet, o clima mudou naturalmente. Sem urgência, sem cobranças. Apenas proximidade, carinho e entrega. Um momento íntimo de amor, vivido com a delicadeza e a conexão que só cresce quando existe respeito e verdade. Para Camila, cada gesto de Rafael reafirmava algo que ela sentia cada vez mais forte: ali, ela era vista, desejada e amada como a mulher que era.

Mais tarde, quando Rafael se despediu e saiu, Camila ficou sozinha.

Deitou-se na cama, vestindo apenas a calcinha e o sutiã pretos, sentindo ainda o calor do corpo dele na memória. Olhava para o teto, o quarto em silêncio, o coração cheio.

Pensou em tudo o que havia vivido até ali: o Studio, as baias, as responsabilidades, as dúvidas… e, acima de tudo, pensou em Rafael. Em como ele a tratava com naturalidade, com orgulho, com amor. Em como nunca tentou encaixá-la em rótulos, apenas a acolheu inteira.

— Eu tenho muita sorte… — murmurou para si mesma.

Sorte por amar. Sorte por ser amada. Sorte por, finalmente, estar vivendo como a mulher que sempre foi.

Camila fechou os olhos com um sorriso sereno, sentindo que aquele amor também a fortalecia para tudo o que ainda viria. 

Continua... Aguarde o capítulo 147. 

Confira os capítulos anteriores em: Crônicas Anna Crossdresser

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