
"Às vezes, um cara tem que se montar, ué?", disse o personagem das tirinhas Hugo Baracchini, após passar batom, depilar-se e colocar uma peruca. Mais do que um simples e genial quadrinho de Laerte Coutinho, foi a partir dele que o cartunista passou a perceber que era transgênero.
Posicionando-se como a Laerte --sempre gostou do nome Sônia, mas acabou nunca alterando o que fora registrado pelos pais na certidão de nascimento--, ela foi descobrindo as peculiaridades e complexidades do universo feminino. Dos looks mais discretos de anos atrás ao atual cabelo loiro, Laerte foi não só percebendo o que lhe agrada e fica bem em seu corpo, mas, acima...