Capítulo 133: No Silêncio Que Acolhe
A noite já tinha caído quando Anna e Roberta chegaram em casa. O dia no Studio Florescer Crossdresser havia sido intenso — conversas, decisões, pequenos imprevistos — daqueles que exigem presença inteira. Largaram as bolsas perto da porta, trocaram um olhar cúmplice e sorriram, cansadas, mas satisfeitas.
Depois de um banho demorado, que lavou o peso do dia, prepararam algo simples para o jantar. Nada elaborado: comida quente, mesa pequena, a tranquilidade de quem finalmente desacelera. Sentaram-se frente a frente e, entre uma garfada e outra, a conversa voltou naturalmente ao Studio.
— A Camila… — começou Anna, com a voz mansa. — Você percebe como ela cresceu?
Roberta assentiu, com um sorriso orgulhoso.
— Cresceu e fez crescer junto. O que ela está fazendo vai muito além das baias. É cuidado, é visão… é coragem.
Anna ficou alguns segundos em silêncio, pensando. Lembrou-se da Camila do começo, dos primeiros dias, do jeito atento e do brilho contido. Agora, via nela uma mulher segura, sensível e firme, capaz de sustentar responsabilidades sem perder a delicadeza.
— Tenho muito orgulho dela — disse, enfim. — Do que ela se tornou… e do que está ajudando outras pessoas a serem.
O jantar terminou sem pressa. A louça ficou para depois. No sofá, sentaram-se juntas, os corpos próximos, o conforto do toque conhecido. A televisão ficou ligada em volume baixo, quase esquecida. O cansaço se dissolveu em silêncio bom.
Anna apoiou a cabeça no ombro de Roberta. Roberta passou a mão pelos cabelos dela com carinho. Trocaram olhares longos, daqueles que dizem mais do que qualquer frase. Um beijo veio devagar, seguido de outro, sem urgência — só presença.
Ali, no aconchego da casa, deixaram que a tensão do dia se transformasse em afeto. O amor entre elas era assim: tranquilo, maduro, feito de cumplicidade e escolha diária. Uma noite para lembrar que, por trás de tudo o que constroem no Studio, existe também um lar onde podem simplesmente ser.
As carícias se aprofundaram, a excitação aumentando serviu como refúgio para aliviar as tensões, o amor, a penetração, os toques, os beijos e por fim, o clímax. É o momento do dia em que ambas se esquecem completamente de todos os problemas e fazem corpo e mentem entrar em relaxamento profundo.
E adormeceram juntas, com a certeza serena de que estavam no caminho certo — como casal, como parceiras, como mulheres que ajudaram tantas outras a florescer.
Continua... Aguarde o capítulo 134.
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